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Mar sem fim

Mar sem fim

Mar sem fim


Amyr Klink: Um Homem Precisa Viajar (Mar Sem Fim).

360º ao redor da Antártica

Como em um diário de bordo, “Mar sem fim” teria uma data curiosa para começar: 31 de outubro de 1998, Dia das Bruxas. Foi nesse dia que o navegador deixou a mulher, Marina, e as filhas em Paraty, decidido a realizar o grande projeto de sua vida: sua primeira volta ao mundo, realizada nas águas da Convergência Antártica – notável e precisa fronteira entre as águas frias do Norte e as águas geladas da Antártica. Ali estão os mares mais perigoso do planeta. Um percurso considerado um desafio,mesmo com os equipamentos sofisticados da navegação moderna. Amyr foi o primeiro a realizá-lo, navegando sozinho no veleiro Paratii.

Não foi um projeto fácil. Primeiro, pelo atraso na entrega do novo mastro do Paratii – uma cruz de 25 metros a ser plantada no convés, sensível ao menor movimento dos dedos do navegador. Com isso, não foi possível partir na data prevista, cuidadosamente calculada para o máximo aproveitamento do verão, e foi preciso esperar um ano inteiro. Em seguida, pelas enormes dificuldades da empreitada: partir de um ponto e navegar para Leste até bater nesse ponto outra vez – e isso viajando durante meses sem ver um naco de terra, enfrentando um mar temperamental, às vezes extremamente violento, com períodos de nenhuma visibilidade, muito gelo, vento forte, e o tempo todo submetido a uma rotina que não permitia mais do que cinco horas de sono não contínuo por dia.

Foram 141 dias no mar. Um verão inteiro viajando em latitudes onde o sol nunca se esconde. Dezoito mil milhas navegadas, 12.240 das quais sem pisar em terra, e com muitos sustos, como quando por pouco não ocorre uma colisão entre o Paratii e um gigantesco iceberg. O réveillon de Amyr, em meio a uma tempestade aparentemente eterna, tem um sabor de pesadelo. E, ao mesmo tempo, o deslumbramento: miragens de ilhas, a visão de um cachalote e da rica fauna marinha – que no livro merecem um inventário, com desenhos originais de Sírio Cançado.

Essa é a viagem que o leitor acompanha neste livro, em um mar sem fim, como no poema de Fernando Pessoa que serve de epígrafe ao livro:

E ao imenso e possível oceano Ensinam estas Quintas, que aqui vês, Que o mar com fim será grego ou romano: O mar sem fim é português.

Texto do site do Amyr Klink. Clique aqui e saiba mais sobre o livro.

 

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